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FINAL FELIZ

  • Eduardo Kaplan
  • 9 de fev.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 12 de fev.

Demora um pouco para perceber que todo final é um recomeço. É como quando uma garçonete está andando e esbarra em alguém e tudo o que estava na bandeja cai ao chão. Num primeiro momento, ela vê tudo o que estava carregando, pensando que era mais do que ela pensava, vendo os cubos de gelo que se espalharam mais longe, se arrepende de não ter feito duas viagens com toda aquela comida e bebida. Depois, pensa em como fazer para limpar toda aquela sujeira, enquanto com um suador no rosto, limpa tudo. Finalmente, ela vai buscar outra bandeja sem pensar no ocorrido, somente que está em tempo. A bandeja nova sai em quinze minutos e ela pede desculpas ao cliente pelo atraso, mas 'so por educação, pois no fim, ela se sente bem por ter conseguido limpar a sujeira tão rapidamente, e de ter levado a comida novamente só com quinze minutos de atraso. Ela se sente feliz, sabendo que é uma boa graçonete, sabendo que nos momentos difícies estava preparada. Enfim, ela dá um retoque no batom, arruma o cabelo e toma um copo d'água, orgulhosa.

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