O BALÃO
- Eduardo Kaplan
- 9 de mar.
- 1 min de leitura
Estava olhando a paisagem pela minha varanda a noite. Entre os prédios, um deles em construção, havia um balão. Estava flutuando, magistral, aproveitando a brisa quente e o vapor d’água da chuva que secava no chão molhado. Era algo magnifico de ver, mesmo sem meus óculos. Sua forma arredondada me lembrava fartura, fartura das festas infantis, das festas de casamento, das festas de boas vindas; das risadas ocasionadas pelas pegadinhas, quando estourados aos sustos; quando jogados cheios d’água, para banhos de amigos; quando enchidos com gás Hélio, para as vozes mais engraçadas. Torcia para ele chegar mais perto para poder pegá-lo, até que o balão chegou tão perto que pude ver tratar-se de um saco de supermercado.



Muito bom.....